CURIOSIDADE NO LIVRO DE JOSUÉ

O Seu Nome

O título do livro é universalmente atribuído ao nome de seu herói central, que desempenha um papel predominante ao longo de toda a narrativa. O nome original, que significa "Salvação de Iavé" ou "Iavé é Salvador", é equivalente ao nome "Jesus", derivado do grego (por meio do latim), que por sua vez tem origem no aramaico, com raízes no hebraico. Tanto na Bíblia Hebraica quanto na Septuaginta, o livro é identificado pelo mesmo nome: Josué.

O Seu Tema

Não pode restar dúvida de que o tema central do livro é "A Conquista e a Divisão da Terra Prometida". Isso é evidenciado claramente em versículos como 1.2, 12.7, 12.24 e 13.7, que servem como fundamentos-chave para esse tema. As ênfases presentes ao longo do livro também corroboram essa conclusão, revelando a narrativa centrada na conquista e partilha da Terra Prometida.

O Seu Lugar no Cânon

Este livro marca o início da segunda seção do Antigo Testamento, segundo o cânone judaico. Josué é posicionado como o primeiro livro na divisão dos Profetas, especificamente em "Os Profetas Anteriores". Diferentemente dos livros proféticos subsequentes, essa categorização se baseia na narrativa histórica sob uma perspectiva profética. Os autores não necessariamente precisavam ser profetas no sentido ocupacional, mas possuíam o dom profético. Essa classificação destaca o papel do autor como detentor desse dom, independente de ocupar ofícios específicos.

De acordo com o cânone cristão baseado na Septuaginta, Josué é considerado o primeiro entre os doze livros históricos. Essa classificação é influenciada pela abordagem literária, especificamente pela narrativa histórica presente nesses livros. Algumas perspectivas modernas propõem agrupar Josué com o Pentateuco, formando o Hexateuco. Outras teorias, como a "Obra Histórica Deuteronomista", unem Deuteronômio, Josué, Juízes, Samuel e Reis. Apesar do valor em explorar essas teorias, manter a unidade do Pentateuco, incluindo Josué com os livros subsequentes, parece ser uma abordagem mais coesa.

 

A Sua Autoria 


A - O autor de Josué permanece desconhecido. O versículo 24.26, que afirma "Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus," parece referir-se à aliança específica registrada em 24.2-25, em vez de indicar o autor do livro como um todo. Como no caso do Pentateuco, é evidente que alguém registrava os principais eventos da história de Israel enquanto eles ocorriam.

B - Tradicionalmente, Josué tem sido considerado o autor do livro. Evidências dentro do próprio texto sugerem que ele pode ter sido uma testemunha ocular de parte dos eventos registrados:

  1. O uso da primeira pessoa no texto hebraico em 5.1: "...até que passássemos..." e 5.6: "... prometera a seus pais nos daria...". No entanto, em alguns manuscritos, o termo "passassem" é usado no primeiro caso.
  2. O pronome "vosso" em 15.4 sugere um tom autobiográfico, já que o autor se apresenta como responsável, dirigindo-se aos homens de Judá na segunda pessoa do plural.
  3. Referências à "grande Sidom" em 11.8 e 19.28 e aos fenícios como "os sidônios" em 13.4-6 sugerem uma data anterior ao século XII a.C., quando Tiro substituiu Sidom como a principal cidade fenícia. A liderança de Josué na conquista pode ter ocorrido por volta de 1280 ou 1240 a.C., um século antes da ascensão de Tiro.
  4. A ausência de menções aos filisteus como uma grande ameaça indica uma data anterior a 1200 a.C., quando os filisteus chegaram maciçamente à costa ocidental de Canaã. Conforme 11.21, eram os anaquins, não os filisteus, que habitavam as cidades que foram posteriormente tomadas pelos filisteus. Os filisteus, listados no livro de Juízes como inimigos significativos de Israel após Josué, também não aparecem na lista dos principais habitantes da terra em 12.8, refletindo os tempos da conquista.

C - Existem, no entanto, referências textuais que sugerem uma data posterior ao período de Josué.

  1. O relato de sua morte em 24.29,30.
  2. Eventos que ocorreram após a morte de Josué, como a conquista de Hebrom por Calebe: embora Josué tenha ordenado que o local fosse dado a Calebe, como registrado em 15.13,14, Juízes 1.10 e 20 mencionam que a tribo de Judá conquistou Hebrom dos cananeus e a família de Calebe tomou posse do lugar após a morte de Josué. A linguagem em Josué 15.13,14 parece refletir um autor que olha para trás para registrar o cumprimento da ordem de Josué. A migração da tribo de Dã para Lesem, ao norte de Canaã, é mencionada em 19.47, mas ocorreu no período dos juízes, conforme registrado em Juízes 17 e 18.
  3. A expressão "até os dias de hoje", usada repetidamente no livro, claramente indica um autor de uma época bem posterior ao período de Josué. A frase é encontrada em 4.9; 6.25; 7.26; 8.28; 9.27; 10.27; 13.13; 14.14; 15.63 e 16.10.
  4. A menção em 10.13 da antiga fonte, "O Livro dos Justos" (ou literalmente "de Jassar"), parece apontar para a perspectiva de um autor ou editor que viveu muito depois de Josué. O Livro dos Justos existia no período do Rei Davi (II Samuel 1.18) e parece ser uma composição feita pela ordem do rei quando Israel tornou-se um povo com governo central. Se esse fosse o caso, o autor de Josué o teria citado como uma fonte autorizada à qual apelou. Se o Livro dos Justos não foi escrito no período de Davi, ainda estava em desenvolvimento, podendo sofrer acréscimos na época do rei.
  5. Uma fonte utilizada pelo autor final do livro de Josué é mencionada em 24.26. É o relato da renovação da aliança com a terceira geração após a saída do Egito, escrito por Josué mesmo e citado em 24.2-25.

D - As evidências internas do texto inspirado apontam para a seguinte conclusão: Teria havido um autor das fontes básicas do livro, possivelmente o próprio Josué, um sacerdote ou outra pessoa designada por Josué, que testemunhou os eventos descritos. O impulso por trás desse esforço deve-se à liderança de Josué, embora remonte ao exemplo e à ordem de Moisés. Além disso, teria havido outro autor ou editor de uma época posterior, durante o reinado de Davi ou posterior, que completou e atualizou o livro, levando-o à sua forma atual.

 

A Sua Natureza

Ao considerarmos o destaque dado à aliança no Pentateuco, juntamente com o entendimento dos elementos envolvidos numa cerimônia de instituição e renovação, torna-se evidente que o livro de Josué é, essencialmente, um livro de renovação da aliança. Êxodo documenta a instituição da aliança com a primeira geração que saiu do Egito (cap. 19-24), enquanto Deuteronômio reitera os eventos e os termos dessa aliança, situando-os no contexto da renovação com a segunda geração de Israel. Josué, por sua vez, narra os eventos que conduziram à renovação da antiga aliança com a terceira geração (24).

Palavras-chave relacionadas às pessoas.

 No livro de Jeremias, existem várias palavras-chave relacionadas às pessoas. Algumas delas incluem:

 Chamado de Jeremias: Jeremias 1:1-10, 13-19 fala sobre o chamado de Jeremias como profeta. Deus o escolheu desde o ventre de sua mãe para ser um profeta para as nações.

 Homem justo: Jeremias 5:1 menciona a busca por um homem justo em Jerusalém. Isso destaca a importância da retidão e justiça no contexto do livro.

 Coração quebrantado: Em vários versículos, como Jeremias 9:1, 10, 17-26 e 13:17, Jeremias expressa seu lamento e tristeza pelo povo e sua situação. Ele descreve seu coração quebrantado diante das dificuldades enfrentadas.

 Proibição de casamento: Jeremias 16:1-4 relata uma instrução dada a Jeremias para não se casar nem ter filhos. Essa ordem fazia parte do simbolismo que Deus usou para transmitir uma mensagem ao povo.

 Coração enganoso: Jeremias 17:9 menciona o coração enganoso do ser humano. Essa passagem destaca a natureza pecaminosa do coração humano e a necessidade de confiar em Deus.

O Seu Esboço

 
I - A Conquista da Terra Prometida (1-12):

   A - Preparação para a Invasão Ocidental do Jordão (1-2)

   B - Travessia Milagrosa do Jordão (3-4)

   C - Conquista da Terra em Três Campanhas (5-12)

  1. Canaã Central (5.1-8.35)
  2. Canaã ao Sul (9.1-10.43)
  3. Canaã ao Norte (11.1-23)

   D - Sumário da Conquista (12)

 II - A Divisão da Terra Prometida entre as Tribos de Israel (13-22)

 III - Renovação da Aliança Mosaica com a Terceira Geração em Siquém (23-24)

 

 Notas Bibliográficas

 

(1) Old Testament Survey p. 214
(2) ALBRIGHT, W.F. From the Stone Age To Christianity, pp.231,232
(3) Os esboços são sugestões da Bíblia Vida Nova pp. 291-292
(4) HOMBURG, Klaus, Introdução ao Antigo Testamento, p.121
(5) Op.cit.,p.120

 

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